Posts filed under: ‘Moda‘




A arte de se vestir bem 2

Antes de mais nada, quero fazer uma observaçãozinha básica. Sei que esta série pode parecer pretensiosa para quem chega a este blog. Afinal, não sou nenhuma Glória Kalil, Constanza Pascolato ou Ligelena. =P

Como todo mundo, também escorrego vez por outra. Exemplo? Adoro calça jeans justa, mesmo que meu corpo já não esteja mais em seu auge e meu derriére deixe isso bem claro…  Só escrevo sobre isso porque acho que tem coisas que dá para melhorar mesmo, tem gente que com um pouco de cuidado pode parecer outra pessoa, mais elegante e bonita. Certo?

Na verdade o tema de hoje não são exatamente roupas. Com mais uma experiência nauseante na memória, quero falar um pouco sobre cabelos. Primeiro vamos ao caso…

Mais uma vez no ônibus, indo pegar meu seletivo para esta distante terra de Alphavella, dou sempre de cara com uma criatura definitivamente sem noção. Do alto de seus 40 anos, no mínimo, a dita cuja insiste em ter um cabelo de Rapunzel à espera do príncipe. Pior, faz escova caseira sempre, daquelas que deixam as pontas dos cabelos parecendo vassoura piaçava. E, mais dramático, usa uma tintura louro claríssimo. Para coroar a tragédia, cortou uma franjinha a la Alinne Moraes, que faz suas rugas em torno dos olhos e da boca ficarem ainda mais evidenciadas. Cereja do bolo, outro dia a “musa” do dia não teve tempo de fazer a malfadada escova. Resultado, cabelos iguais aos da Carla Perez em começo de carreira, no melhor (sic) estilo Miojo.

Não tenho nada contra quem tem cabelo comprido, tinge de louro e curte fazer escova. Seria ridículo se tivesse, já que eu mesma fiquei anos com este visual e hoje em dia, meu cabelo pode até estar dois tons acima, puxado para o louro mel, mas continua crescendo e não estou a fim de cortar. Também sou super adepta de fazer minhas madeixas ficarem lisas na marra.

O que me deixa passada é que:

1) O cabelão, que aparentemente a jovem senhora usa para tentar parecer mais nova – ela também usa roupas de menininha (!) – acaba por destacar o fato de que ela é… uma jovem senhora! E o pior, uma jovem senhora sem noção de ridículo!

2) Não há mal nenhum em fazer escova em casa ou qualquer outro tipo de tratamento, desde que se tenha bastante destreza. Fez escova, ficou com o cabelo espigaçado? Das duas uma: ou arrasa no reparador de pontas ou lava e faz de novo. Se achar que não vai rolar e for possível, aconselho sair de cabelo preso. Ou fazer escova na cabeleireira, se o dinheiro não for o problema. Assumo que eu mesma já fiz esta bobagem de tentar alisar o cabelo em casa e saí com ele tenebroso por aí. Fiquei super incomodada e agora, a super Marisa me vê todo o final de semana. E quando não dá, hidrato o máximo que posso, uso creme de controle de volume e deixo ao natural.

3) Louro claríssimo, tipo 1 ou 2 da linha Immedia Excellence da L’Oreal, é uma tinta perigosa. Explico: se a tintura for bem feita e o tratamento posterior do cabelo idem, com muita hidratação, fica bem bonito. Caso contrário, a tendência é dar um ar de vulgaridade e desleixo que ninguém quer ter. Quanto mais claro o tom, mais ressecamento a tinta provoca, mais é necessário ter cuidado com os cabelos. Se não tem tempo de cuidar, não tem paciência ou não tem dindim, evite mesmo. Muito mais elegante um cabelo mais escuro, mas que não passe a impressão de desleixo que uma loura com trejeitos de miss periferia internalizada.

4) Franja é outro problema complicado. Se passou dos 30, evite. Cortá-la evidencia defeitos no rosto, exatamente aqueles que as mulheres mais tentam esconder.

Uma última observação que pode causar uma certa polêmica, mas que expressa minha opinião – e, no final das contas, este blog é meu, portanto é válida – é que uma regra de ouro é: quanto mais velha você for, menor deve ser seu cabelo. Acho hor-rí-vel velhinhas de cabelo longo. Pior, minha avó materna é uma delas…

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Add a comment 15 de outubro de 2008

A arte de se vestir bem 1

Estar bem vestido é, principalmente, questão de bom senso. Parece óbvio, mas nem sempre é. Vindo trabalhar de manhã, sempre me deparo com pessoas que chegam a me assustar pela forma como se vestem. Não, não quero dizer que toda mulher deve ter roupas caras ou andar com o último grito da moda para se vestir elegantemente. Apenas acho que determinados erros são simples de serem evitados e gostaria de comentá-los aqui. Daí a idéia de fazer esta série.

Para começar, que tal cada faixa etária usar roupas adequadas a sua fase de vida? Outro dia, enquanto subia até o ponto de ônibus (sim, sou pobre, mas sou limpinha… :P), vi uma figura risível. Era uma mulher de uns 45 anos, que já não primava muito pela beleza. Tinha um corpo até ok, mas o rosto entregava fácil a idade. Como ela estava vestida? Com uma micro-saia drapeada xadrez de Gales, uma mini-blusa regata branca, uma legging também branca e uma sandália dessas de surf. Socorro!  Nem meninas de 15 anos ficariam bem com aquela roupa, muito menos uma senhora!

Primeiro porque roupas de surf são para meninas até 20, 22 anos. Depois disso, é certeza de pagar um King Kong. Tudo bem, algumas peças menos ousadas até são passáveis. Mas, mais uma vez, bom senso é fundamental.

Outro erro: usar branco. É muito complicado! Se você tem gordurinhas, mesmo que mínimas, elas ficarão gritantes com esta cor.

Terceiro, umbigo de fora. Olha, apesar de estar longe de minha melhor forma física, tenho a felicidade de ter uma barriga que não ganha pneus facilmente. Ganho lateral, mas não barriga mesmo. E não a coloco de fora. Tive a adolescência inteira para isso, agora, não. Se você tem mais de 25, passe longe. Não, não é sexy para você. Gisele pode até usar, mas ela não é uma mulher normal.

Enfim, para quem quer comprar roupas bacanas, condizentes com a faixa etária em que está, deixo algumas dicas:

De 14 a 25

Use e abuse de decotes e roupas curtas. Você só terá esta idade uma vez, divirta-se! Marcas legais:

– Billabong, Osklen e marcas de surf
– 3R, Nucleon e até parte infantil e jovem da C&A e Renner.
– As mais abastadas podem atacar as sessões acima na Daslu, por exemplo.
– Revanche.

De 25 a 35 anos

Aquela fase nebulosa que você nem é velha o suficiente para bancar a executiva, nem nova o suficiente para encarar uma mini-saia no trabalho…

– M. Officer (Miele para festas é incrível!)
– Zara Woman
– Parte mais séria da Renner e da C&A
– Fórum e Tufi Duek.

De 35 anos em diante

Provavelmente você já tem uma carreira construída, família, filhos, tudo isso ou pelo menos uma dessas coisas. Não dá mais para bancar a adolescente e a beleza agora está estritamente ligada à elegância.

– Shoulder
– Mara Mac
– Erva Doce e Armazém
– Daslu mesmo, para as poderosas.

Claro que se você gostar de uma peça em uma loja e ela estiver aí em cima como para outras mulheres que não você, nem sempre é preciso deixá-la de lado. Adoro as blusinhas da Shoulder e jeans da Revanche, por exemplo. Só não dá para acreditar sempre quando a vendedora diz: “Ai, você ficou ótima! Está até COM CARA DE MAIS NOVA”. Se ouvir isso, fuja léguas!

Add a comment 14 de outubro de 2008

À minha moda

Entre dor de garganta, gripe, Isabella (que já deu no saco!), padre voador e terremoto, salvaram-se quase todos.

Tava navegando à esmo na internê hoje e achei um mar de brechós virtuais. Conhecia o Filet para Quem é Mignon, da Cristiana Guerra, que é a mesma do Hoje Vou Assim e do Para Francisco. Tem um mar, para mulheres e até mesmo homens de todos os tamanhos.

Fiquei pensando se poderia fazer o mesmo e me surpreendi ao perceber que não, não tenho o desprendimento necessário.

Costumo dar minhas peças usadas (ou não!) para pessoas que conheço. Amigas, primas, tias, a super Méri, que cuida da gente nos finais de semana. Gente que sei que usa cada uma das roupas que pega comigo, que se diverte ao escolher o que quer. Que sabe o quanto amo minhas roupas, mesmo aquelas que não usei.

Claro que tem coisas que nem lembro onde comprei. São nove – sim, isso mesmo -, nove portas de armário, tenho peças que estão para completar seis anos e que só serão postas em uso agora, porque a moda foi, voltou e agora dá, porque eu achei no fundo do armário (não é à toa que mamãe e eu estamos com gripe e alergia!). Mas algumas peças estão lá, guardadinhas, mesmo que já não me sirvam.

Tenho meu primeiro vestido, presente de minha madrinha de batismo, que usei quando tinha dois meses. Vermelho (Almodóvar desde bebê) com avental branco. Tenho o vestido das Bodas de Ouro de meus avós paternos, de cetim branco com sobre-saia em linho branco bordado com flores azuis bem clarinhas. O vestido em que fui à colação de grau de minha mãe, no mesmo estilo, branco com laçarote rosa (repolhinho, segundo meu santo irmão). Meu primeiro vestido de mocinha, ainda da Petistil, na verdade um macaquinho de veludo molhado. O vestido com que estava quando tomei meu primeiro fora doloroso (porque não só de bons momentos é feita a vida). O primeiro longo que usei – preto com um X de strass nas costas, está na sacola, assim como o sexy que usei no casamento de meu primo no interior. O conjunto longo azul piscina da Zoomp da formatura do Gordolino. O azul marinho arrasa-quarteirão da M.Officer de um baile da primavera, quando decidi ser mulher de verdade. E, óbvio, meu vestido de formatura, aquele que quis tão tradicional, quando todos esperavam a maior das maluquices.

É como se nas costuras das peças estivesse também costurada minha história. Cada gota de suor, cada sorriso e lágrima.

Lá, um dia, estarão o vestido com que fui madrinha de minha prima, aquele com que me formarei no MBA, no Mestrado, no Doutorado… E, quem sabe, aquele com que me casarei.

Futilidade? Talvez. Mas cada um faz coleção daquilo que mais gosta. Alguma dúvida sobre qual é minha paixão?

Por isso mesmo, não sou muito adepta de usar roupas que já foram de outras pessoas. Porque não quero carregar a história alheia por aí.

Quer minhas roupas? Esteja por perto. Mereça.

Add a comment 23 de abril de 2008

Faça a festa!

Dica para as meninas que lêem este blog: http://www.feiradovestidodefesta.com.br.

Como alguns já devem saber, serei madrinha de casamento em maio e, claro, precisava de um longo no estilo arrasa-quarteirão, para não fazer feio. Só que o dindim anda curto e o sindicato, simpático, fez a coisa ficar pior ainda. Aí, pesquisando na internet, encontrei esta loja no Bom Retiro e fui conferir. Incrível!

Ok, o vestido que comprei não foi o mais barato. Paguei R$ 439 em um vestido de cetim berinjela grosso com detalhe em strass debaixo do busto, que tem bojo (não ter peito sempre complica um pouco as coisas…). E mais R$ 139 por uma estola de pele sintética (e PETA sai de mim!). Se fosse comprar em um shopping ou em uma loja em outro lugar da cidade, pagaria, no mínimo, uns R$ 700 reais só no vestido. Foi quase o que paguei em tudo, pois ainda comprei um outro vestido tomara-que-caia lilás, fabuloso por R$ 189, que mal pagam o tecido.

O atendimento é ótimo, personalizado. Nada da mesma vendedora atender cinco clientes de uma vez. Elas andam a loja inteira com você, arara por arara (e, olha, o lugar é gigante!), vão ao provador, ajudam a experimentar, são sinceras sobre como ficou e super atenciosas.

O único problema é que, se for de sábado e chegar depois das 10h da manhã, prepare-se para uma fila de no mínimo, 50 minutos para poder entrar na loja (só se entra com a vendedora junto, só ela pode tirar o vestido da arara). Então, é melhor chegar cedo ou deixar para ir durante a semana ou no domingo, quando as coisas são mais calmas. Se resolver encarar, banquinhos aliviam um pouco o sofrimento.

Ah, mais um detalhe. Depois que você decide levar algum vestido, a vendedora o manda para a revisão no andar de cima da loja, enquanto você paga. Isso para que a peça não tenha nenhum defeito: eles analisam acabamento, zíperes, bordados, vêem se tem algum fio puxado, essas coisas. Com isso, durante aproximadamente meia hora, é preciso esperar a peça voltar para poder ir embora. Mas, ao menos, é certeza de que tudo estará perfeito quando for usar.

Formas de pagamento? À vista no cheque ou em dinheiro, com 10% de desconto. Em quatro vezes no cheque, com 5% de desconto. Ou em 2 vezes no cartão de crédito.

Recomendadíssima!

1 comentário 5 de abril de 2008

Fashion Rio, dia 3

Um pouco mais calma, apesar de legivelmente de TPM, vamos ao terceiro dia do Fashion Rio. Comentários curtos  para o que aconteceu ontem e fotos do Chic.

Santa Ephigênia – Evita Péron está viva e segue elegante. A cintura marcada é para quem não tem gordurinhas extras. Não consigo escolher qual dos dois modelos abaixo é meu preferido.

Capa de paetê sobre tule. Linda!

Evita deve ter adorado a homenagem

Virzi – Surf no inverno?! Achei a coleção meio esquisita, de gosto bem duvidoso.

Coven – Punk romântico, bem bonito e vivo. E decote coração vai ser moda e eu adoro!

Cantão – Mistureba de cangaço e universo literário. Peças para utilização isolada. Carnaval carioca em pleno inverno.

Têca – Crianças sexies na passarela, com muita cor e modelos com carinhas inocentes. Só não gostei do shorts com cara de fralda, mas de resto, foi lindo.

We are all little girls…

Drosófila – Mais hippie chique, mas sem o mesmo glamour. Ô coleçãozinha esquisita!

TNG – além da confusão diagnosticada com maestria por Ligia Helena no Blog de Moda, a marca parece não cansar de se repetir. Sempre tenho a impressão de que eles lançam a mesma coleção todos os anos. Não tem Taís Araújo + Lázaro Ramos que salve!

—————-
Now playing: Rita Lee – Every Breath You Take
via FoxyTunes

Add a comment 11 de janeiro de 2008

Nos pés do Fashion Rio

Os desfiles de ontem do Fashion Rio foram bons, não houve nada que chocasse por ser estranho ou feio mesmo. Até as roupas anos 70 de Eliza Conde eram bonitas e usáveis, coisa que para mim é novidade: acho a década de Dancing Days terrível.

A Tessuti tinha belos cortes, mas cores boas para serem usadas nas cortinas de casa. Eles poderiam ter ousado mais na paleta.

Homem de Barro foi um deslumbre, começou com pé direito. As roupas eram maravilhosas, muito criativas, com inspiração no Jornal das Moças dos anos 20. Deu até vontade de sair com luvas pintadas.

Caroline Rossato, a outra novata, foi simplória, apesar de ter usado couro e pele de coelho. Mas passa, deve ter sido medo de pecar por excesso.

Juliana Jabour fez uma coleção fofa, com belos vestidos e sapatos. Agora, a pergunta que não quer calar: camisa masculina sem nada por baixo e botas pode?!

Maria Bonita Extra foi minha preferida: todos os looks tinham meias 7/8 que deixavam os vestidos e saias curtas muitos sexies.

Maria Bonita Extra

Maria Bonita Extra

Maria Bonita Extra

A Coca-Cola Clothing foi bonita, mas óbvia. Como o refrigerante que dá nome à marca.

E a Cavendish foi de sonho, com sandálias transformadas em botas com a ajuda de meias.

Parece que finalmente, as pessoas entenderam que um look bem feito deve ser bonito da cabeça aos pés. Que sapatos são essenciais. Salve Gabriela Fonseca, salve Maria Bonita Extra, salve Cavendish!

1 comentário 10 de janeiro de 2008

Moda: sim e não no Fashion Rio

Se há uma coisa que adoro no mundo é moda. Não sou nenhuma expert, mas é algo que, sem falsa modéstia, sei comprar. Claro que não dá para usar os estilistas mais famosos e nem viver de grifes, mas dá para saber o que acontece, principalmente em épocas de internet.

Ontem começou o Fashion Rio, com as coleções de inverno. Tenho acompanhado pelo Blog de Moda principalmente, afinal, sei que Ligia Helena sabe o que faz (ela foi minha chefe por dois anos) e pelo Chic de Gloria Kalil, para mim, uma das melhores críticas do assunto no país. Dos sete desfiles de ontem, o que mais gostei foi o que menos foi comentado: Melk Zda. Roupas bem estruturadas, românticas e com sapatos in-crí-veis de outra recifense, Gabriela Fonseca. Assim que tiver para vender, acho que vou fazer coleção. E os vestidos? Um mais lindo que o outro. Exemplo abaixo:

eu quero!

O que menos gostei? Colcci. Não há Gisele que salve aquele monte de tecido gasto à toa. Mal gosto tem limite. Acho que eles chamam a top para tentar disfarçar a feiúra que é a coleção, não é possível. Admito que a bota até o joelho, coturno estilizado, se for em preto até é utilizável. De resto, a não ser que alguém queira se sentir um palhaço, melhor não.

cadê o nariz vermelho?!

Ok, tenho consciência de que o que vai para a passarela não precisa necessariamente ir às ruas. Mas mesmo em separado, tem coisa que não dá nem para sonhar em usar.

Para finalizar, além dos sapatos de Gabriela, ponto para Mara Mac Dowell e suas mangas-luvas chamosíssimas.

quando posso comprar?

Fotos do Chic.

Add a comment 9 de janeiro de 2008

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