Archive for Julho 9th, 2008
Ai, meu Cosmos…
Nunca havia assistido um filme de José Mojica Marins. Zé do Caixão, como já disse, era muito pouco conhecido. Sabia que era terror e sabia que era trash. Só não sabia que era tanto.
Encarnação do Demônio é o final de uma trilogia, que também tem À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). Demorou 40 anos para ser produzido. Em parte porque Mojica não era levado à sério até pouco tempo atrás: os críticos o viam como um louco e só de quinze anos para cá passaram a vê-lo como um gênio do terror. E em parte porque Zé do Caixão realmente parecia ser maldito, pois nesse período, dois produtores quiseram levar o filme às telas, mas morreram antes de conseguir. Finalmente, Paulo Sacramento, da Olhos de Cão e os irmãos Caio e Fabiano Gullane, da Gullane Filmes, venceram a maldição e o filme ficou pronto na semana passada. Assim, a primeira exibição pública do longa aconteceu esta noite, na competição de Paulínia.
Depois de 40 anos preso, Josefel Zanatas, o Zé do Caixão, continua sua busca pela mulher superior que irá parir seu filho perfeito. Ele mata qualquer um que tente impedi-lo, enquanto é perseguido pelos fantasmas de seu passado. Para quem se espantava com a crueldade do personagem nos filmes anteriores, um alerta: era fichinha perto do que ele faz agora. Mojica parece ter se impressionado com obras como Jogos Mortais e tascou cenas para lá de desesperadoras em Encarnação… . Prepare o estômago!
1 comment 9 09UTC Julho 09UTC 2008
Rita de Cássia
Antes de ver o novo longa de Zé do Caixão, passou Rita Cadillac, a Lady do Povo, documentário de Toni Venturi em competição no I Festival Paulínia de Cinema.
Rita me é muito querida, tive a honra de conhecê-la quando fazia assessoria de comunicação na Trash 80’s. Ao contrário das musas da poupança de hoje, ela tem visão, sabe das coisas e não se deixa levar pela fama. Até porque, já passou por inúmeros altos e baixos, desde a época em que nem era chacrete. E isso Venturi consegue captar muito bem. Vale assistir.
Add comment 9 09UTC Julho 09UTC 2008
Zé do Caixão
Eis que mais uma vez vim para Paulínia (SP), para cobrir as homenagens de hoje e ver o filme do Zé do Caixão.
Não, não gosto nada de filmes de terror. Acho que já passo medo o suficiente morando em São Paulo e fazendo pós no Rio de Janeiro. Zé do Caixão para mim era alguém que fazia filmes toscos e que teve programa ruim na TV por um tempo. Foi assim que cheguei a Paulínia.
Depois das homenagens a Eduardo Coutinho – que não gosta do microfone – e a fofa Laís Bodanski, chega o momento do dito cujo apresentar sua nova obra, Encarnação do Demônio à platéia. Fiz as fotos, ri bastante, descobri que o Mojica é querido, fica bem longe do personagem que criou. Ainda assim, pensei eu, melhor ele lá e eu aqui.
Sento para assistir ao filme (sobre o qual escreverei na seqüência) e quem senta ao meu lado??? O próprio! Resultado: tive que assistir o mar de sangue sem dar um pio.
Mojica disse que a continuação estaria no meu pesadelo. Só não pensei que o pesadelo começasse ainda na sessão de cinema. hahaahhahahahaa
Add comment 9 09UTC Julho 09UTC 2008