Archive for Junho, 2008




Reta final

Nossa Senhora da Fluoxetina, me ajude! Pessoa ansiosa mode: on e descontrol total.

Perto de terminar a pós, mesmo que alguns ainda achem que falta muito (só termina mesmo em novembro), me peguei novamente querendo dar passos de girafa com pernas de formiga. Ansiedade pura e em alta por aqui.

Comecei a sonhar com um mestrado lá fora. Sempre faço isso, quero muito ir para Londres ou Barcelona, não escondo de ninguém. Para isso, preciso me candidatar e rezar para ser aceita. Qualquer pessoa normal pararia aí, eu não. De repente, pulei disso para o fato de que seria melhor se conseguisse um diploma de língua estrangeira, para facilitar a aceitação, principalmente no caso da capital inglesa. Site da Cultura Inglesa, claro! Até preços peguei, para ter certeza de que é possível. Depois, imaginei que pode acontecer de não passar, principalmente porque não sei direito sobre o que dissertar. Pode ser interessante fazer cursinho para o Anpad e a prova da FEA, afinal. Mesmo que não passe no mestrado da USP, pode me ajudar a desenvolver o pré-projeto. Mas, pera aí… Em que vou prestar mesmo?!

Acho que antes de conseguir fazer qualquer dessas coisas, é melhor ligar para a Grace Gianoukas e emprestar “um quartinho de Lexotan”…

Add comment 23 23UTC Junho 23UTC 2008

Blergh!

Não gosto de 22 de junho. Em ano nenhum. Não, hoje não aconteceu nada de errado. Segui minha rotina normal de acordar, começar a ler, fazer trabalhos da pós e ver TV a cabo no tempo que restou. Mas não gosto desse dia.

Foi em 22 de junho de 1996 que isso começou. E é por conta disso que todos os anos, evito me expor nesse dia. Ainda me entristece e nem sei explicar por quê. Apenas me dói lembrar, como se o que aconteceu tivesse me acordado da vida tranqüila de adolescente apaixonada com um bofetão sem tamanho.

Perdi o primeiro grande amor da minha vida nesse dia. Descobri a rejeição. E isso, não desejo para ninguém.

Add comment 22 22UTC Junho 22UTC 2008

Fondue em família

Tivemos um momento muito em gostoso em família. Fizemos um fondue na casa do meu irmão, primeira vez que meus pais jantam por lá. Não é muito comum conseguirmos nos encontrar, conversar, fazermos coisas de família. Geralmente tudo é corrido, mal nos vemos e só falamos com o mais velho quando ele não está altamente enrolado com provas, trabalhos e textos gigantes.

Mesmo que more na mesma casa que meus pais, não acho que minha relação com eles evoluiu depois de adulta. A verdade é que, da mesma forma que fiquei anti-social para os amigos, fiz o mesmo com eles, por conta do trabalho. Se não tenho que trabalhar depois do horário, vou para casa, como rapidinho, tomo banho e caio na cama. Não dá tempo de conversar, colocar os assuntos em dia, fofocar. É triste ser adulto em alguns momentos. Por isso, é tão bom momentos como os de hoje. Tomara que se repitam mais vezes.

Add comment 21 21UTC Junho 21UTC 2008

Correria

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Ufa! Acho que em quase um ano e meio por aqui, nunca trabalhei tanto como nesta última semana. Estamos com uma revista nova para ser lançada e só começamos a mexer com isso agora. Correria de deixar cansado.

Antes assim que se nada, né? E para o final de semana, a perspectiva é que tenha mais trabalho, não daqui, mas da pós. Férias? Só em dezembro.

Add comment 20 20UTC Junho 20UTC 2008

No time at all

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Caíram várias coisas para fazer em minha caixa de e-mail, então, até que a situação se acalme, ficarei fora do ar. Torçam por mim.

Add comment 19 19UTC Junho 19UTC 2008

Aperto

Quando liguei para casa ontem e minha mãe me chamou pelo meu nome, e não pelo apelido, fiquei encafifada. Ela nunca me chama assim se não estiver nervosa com alguma coisa. Ela disse que estava tudo bem, mas era óbvio que havia mentido.

Hoje de manhã, ela me contou que meu pai ficou parcialmente cego por alguns minutos ontem e que, claro, ficou desesperado com isso. Para piorar, o oftalmo não quis atendê-lo porque ele não havia marcado horário antes (como se em urgência, desse para marcar horário!).

Levou-o agora há pouco a outra clínica e descobriu-se que um acidente que ele sofreu há 47 anos fez um ferimento no olho dele e que, por isso, a visão não se desenvolveu direito. Para compensar, o outro olho se superdesenvolveu, o que levou o machucado a querer parar de funcionar. Fará um tratamento durante uma semana e, provavelmente, usará óculos de correção fortes por um tempo.

Fiquei com medo. Fiquei triste. Se fosse comigo, ok. Agüento bem e, se algo de grave me acontecesse, o mundo não perderia grandes coisas. Agora com meu pai e minha mãe? Não! Eles não merecem e nem suporto pensar em vê-los sofrer. Nessas horas, eu rezo para morrer logo.

Add comment 18 18UTC Junho 18UTC 2008

Tic-tac

Depois de muito tempo, voltei a ficar até tarde na redação. Fechamento complicado, muita coisa a ser feita, revista nova e trabalho árduo.

Não me importo em ficar, apesar de, obviamente, preferir sair no horário. Tenho família, pós e amigos para administrar além do emprego, né? Porém, não deixa de ser divertido o tempo que passo aqui depois que as pessoas com uma rotina menos apertada vão embora.

Add comment 17 17UTC Junho 17UTC 2008

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