Ó dia, ó céus…
24 24UTC Junho 24UTC 2008
Rô
Tags: carro, fotógrafo, idiotice, imbecil, imperícia, insegurança, medo, viagem
Quem lê este blog (e, por incrível que pareça, tem bastante gente, apesar de pouquíssimos comentários… ¬¬) sabe que, vez por outra, sou obrigada a viajar a trabalho. E que sempre odeio ter que fazer isso. Não pelo trabalho em si, essa é a parte boa. Mas pelo ir e voltar. Ou tenho que ir de ônibus e pagar a viagem do meu bolso, ou tenho que pegar o carro e dirigir, ou tenho que ir com um dos fotógrafos ao volante, mas saber que se tomarmos multa, a culpa é minha, pois o carro está sob minha responsabilidade. (Não falarei sobre as viagens de avião, porque adoro voar. Essas me agradam e muito
).
Pois bem, hoje fui para o Guarujá com um fotógrafo ao lado. O mesmo que já me deu de “presente” cinco pontos na carteria de habilitação indo para o mesmo lugar. Na ida, ok, ele pegou leve. Agora na volta… Além de me deixar sem almoço, o filho de chocadeira correu feito um imbecil, para mostrar que sabe dirigir. Ô, anta, se você soubesse dirigir, não teria perdido a carteira por excesso de pontos e tido que pagar um por fora para não ficar suspenso por um ano. Hello!
Lembrei agora de McLuhan, para variar. Ele chama o carro de noiva mecânica para os homens. Na verdade, para mim, ele deveria ser o “pau que os caras não têm”. Porque, avaliemos, o desgraçado que quase me matou do coração hoje leva uma vida que não queria, é super indefinido e, vamos lá, as mulheres estão longe de achá-lo essas coisas. Ele até é um cara bacana… Nos primeiros 30 segundos de conversa. Ou nas primeiras vezes em que sai para trabalhar com você e não abre a boca. Porque quando isso acontece, Geezus! Ele é mais chato que eu!
Então, ele precisa provar alguma coisa não muito definida para alguém, para ver se alguma doida presta atenção nele. Aí, pega um carro que não é dele, com um tremendo adesivo na frente escrito REPORTAGEM (que deixa claro que o carro não é dele… Oi? Looser!) e sai por aí correndo, quase batendo nos outros carros quando freia, andando na contra-mão só para ultrapassar os outros bobos que -oh! – param no semáforo vermelho e costurando ao máximo para não ficar para trás. E nessa corrida-maluca, quem está atrás dele? Ninguém. Porque caras assim, qualquer mulher minimamente inteligente, dispensa rapidinho. Pode até pegar em crise de carência, mas renega até a morte depois. Porque, apesar de talvez até ter o material normal, sempre vai parecer que o dito cujo do sujeito é pequeno, ou ele não precisaria ser tão idiota assim com um carro na mão.
Não tenho problemas em ser carona, pelo contrário. Como já disse, odeio dirigir. Mas prefiro não sentir que a qualquer segundo, posso estar esmagada por imperícia de um cara inseguro. Definitivamente, idade mental faz toda a diferença…
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