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Relação delicada
No fim, é tudo uma questão de ser aceita ou rejeitada. Simples assim.
Sofri muito no começo deste ano por me sentir excluída e tentar reagir. Esse tipo de sentimento complica a vida mesmo, faz perder um tempo precioso com coisas tão negativas que é óbvio que não valem a pena. Para quem está de fora, é claro. Porque quem vive a situação não enxerga que o único jeito racional de resolver pendengas é conversando, colocando a situação em pratos limpos.
Desde que me toquei disso, as coisas ficaram menos tensas e voltaram a ser como eram antes da tempestade.
E toda a tormenta veio de não me entender com uma única pessoa. Talvez porque desde que cheguei aqui, tenha sido meu esteio, a pessoa em que mais confiei para me ensinar.
Ainda sou mirinzinha como repórter, tenho muito o que aprender. Há um ano e três meses, não sabia nem por onde começar. Dependia dele para tudo, desde passar a pauta até indicações sobre com quem falar. Mais ou menos a relação que tive com meus pais ao nascer, só que profissionalmente. Foi muito doloroso essa fase adolescente, de brigar sem causa, de lutar com um fantasma que nem precisava ter existido.
Agora, com as coisas mais calmas, com a consciência do que realmente é necessário ou não, ficou tão mais suave.
Eu gosto dele, claro. Sei que não é perfeito, ainda temos pontos de vista muito diferentes. Talvez eu ainda tenha o romantismo que ele teve que deixar para trás. Mas, acima de tudo, respeito. E espero seguir em um caminho menos cheio de curvas daqui em diante.
Add comment 4 04UTC Junho 04UTC 2008