Archive for Maio, 2008




Resposta

“Oi…

Eu vi que você faz jornalismo. Bem é a profissão que estou pensando em seguir,quero prestar vestibular e tudo,gosto dessa área e me identifico, queria lhe pedir um favor se tem como vc me dar dicas para saber se é isso mesmo que procuro e quero,como foi na faculdade,como foi para conseguir o emprego,se o mercado de trabalho na area de jornalismo é cheio,bem se poder me responder te agradecerei muito!
E boa sorte em seu trabalho e profissão!

bjus
Brigada
;*

Luana

Oi, Luana, tudo bem?

Antes de mais nada, obrigada pelo comentário. Todo blogueiro é carente, sabe como é?

Vamos à vaca fria. Você pensa em prestar vestibular para Jornalismo e não sabe se o faz ou não. Entendo como é, há dez anos estava no mesmo dilema. Durante boa parte do Ensino Médio, achava que prestaria Direito e, depois, me tornaria juíza por concurso. Quando descobri o tanto de coisas que teria que ler e estudar para ser uma advogada e / ou juíza mediana, fiquei assustada. Ao mesmo tempo, tive contato com Jornalismo, profissão que também foi abraçada pelo meu único irmão, que, mais velho, terminou a faculdade quando eu estava no segundo ano do que chamávamos colegial. Ele fazia parecer ótimo, muito interessante. E é mesmo!

Passei a querer isso para mim também e, em 1999, comecei na Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Bauru (SP). Para ser muito sincera, não precisei de muito esforço, não. E não falo sobre o vestibular. A faculdade foi o período em que mais fiz festa e me diverti em toda a minha vida. O que menos fazia era estudar. Tem lá suas pedreiras, como Semiótica e Teorias da Comunicação, nada que vá fazê-la sofrer muito. Quatro anos depois, em dezembro de 2002, apresentei meu projeto experimental, também conhecido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e, bingo!, me formei.

O problema não é a faculdade, acredite. A dor vem depois. De 2002 até 2004, consegui dois ou três trabalhos como freelance, isto é, sem vínculo empregatício. Foram dois anos de desemprego, fato que já ocorrera com meu irmão. Quando finalmente consegui emprego, estava prestes a desistir e ir trabalhar em loja de shopping, de tanto desespero. O mercado é pequeno, existem milhares de profissionais. Resultado? Desemprego, desespero e salários minúsculos. Se não tivesse o apoio e condições financeiras de meus pais, não teria conseguido.

Trabalhei dois anos com assessoria de comunicação – área que mais emprega, diga-se de passagem – e hoje sou repórter de revistas especializadas. Reclamo pencas, como deu para perceber pelo blog. O salário ainda é baixo, hora extra não existe (e não só aqui, na maioria das empresas jornalísticas), trabalha-se intensamente e muito. Mas, quer saber? É viciante. Quando você vê o resultado, quando a revista chega em minhas mãos, quando alguém elogia alguma reportagem que fiz, poxa, é maravilhoso! E conviver com os colegas, poder escrever sobre temas quase sempre interessantes (por exemplo, filmes que ainda vão sair e que somos convidados a ver antes de todo mundo), aprender que o que se escreve pode mudar, sim, algumas coisas, é muito bom.

A faculdade te dá a teoria, a prática te faz jornalista.

Agora, não posso responder se você deve ou não fazer Jornalismo. Profissão é algo muito pessoal, só quem pode saber isso é você mesmo. Contudo, permita-me uma observação. Talvez pela pressa em escrever ou pela ansiedade que o assunto te causa, você deu escorregadas no português que não são admissíveis na profissão. Fique atenta!

Beijos,

Romah

Add comment 25 25UTC Maio 25UTC 2008

Bragança, dia 3, dia D

Depois de mais de dois meses de preparativos, finalmente chegou o dia D para minha prima e para o noivo dela. E, como madrinha, foi dia de correria para mim.

Tive que pular cedo da cama e a ansiedade ajudou o sono a ir embora. Fomos buscar meu irmão, que veio sem dormir depois da balada, tomamos café da manhã em família e fui para o cabeleireiro. Dica para as bragantinas: querem um penteado bacana sem deixar muito dinheiro no caixa? Podem ir ao salão que fica em um prédio em frente ao fórum da cidade e pedir para serem atendidas pelo Eduardo. Ele é incrível. Muito simpático e ótimo profissional!

Almocei na casa da mãe da noiva e lá fui maquiada por uma profissional. Comentário do meu pai para mim: “Moça, eu vim buscar a Rô, você pode chamá-la para mim?”. Sim, nem eu mesma acreditei no tanto que o make-up ficou glam. Aí, foi só tomar um banho de contorcionista (para não molhar a cabeça ou o rosto), colocar o vestido e correr para o abraço, ou melhor, para a igreja.

Foi extremamente emocionante. Estávamos todos lindos e felizes, principalmente a noiva, é claro. E chegou a ser engraçado vê-la de braços estirados para mim, chorando de emoção na hora dos cumprimentos. Minha boneca, a prima com quem sempre dividi tudo, agora é uma mulher casada. Feliz também por ter o noivo oficialmente na família. Depois de nove anos, tava mais do que na hora.

A festa foi divertida como poucas na vida! Os noivos demoraram a chegar ao local e foram precedidos de um vídeo em que fotos e imagens do próprio dia do casório contava sua história de amor e como cada pessoa estava na vida deles. Nem eu sabia, mas tenho foto com o noivo! E com a noiva, óbvio! Eles entraram com direito a fogos brilhantes e discurso da noiva, para agradecer a presença de todos. Mais tarde, ela voltou ao microfone para agradecer o amor dos pais e do irmão. Borrei minha maquiagem inteira de novo…

Dancei pencas e, no momento mico da noite, dancei “Sandra Rosa Madalena” com um amigo do meu tio e surpreendi a todos, até a mim mesma, com a palhaçada que fiz!

O que mais ouvi foram elogios. E gente me dizendo o quanto estava parecida com a Marilyn Monroe. Ahã. Depois da pneumonia tripla, só se for!

Foi ótimo. Só posso desejar muitas felicidades aos noivos!

Add comment 24 24UTC Maio 24UTC 2008

Bragança, dia 2

Apesar de muita alergia pelo pó do quarto mal limpo, o dia foi bacana.

Durante o dia, fomos a Monte Sião (MG), Águas de Lindóia (SP) e Serra Negra (SP), passear. As três cidades têm fama por venderem malhas e roupas de inverno por preços apetitosos. Mas tudo o que comprei foram dois pares de luvas de meio-dedo. Meu pai até estava empolgadinho para fazer compras (milagre!), porém, mommy e eu não gostamos nada do que vimos. Ok, realmente existem blusas vendidas a R$ 10 no lugar. O que ninguém conta é que a lã é de péssima qualidade, daquela que enche de bolinha e esgarça na primeira lavada. Quer dizer, blusas descartáveis. E o que é bom, custa tão caro quanto custa em São Paulo. Serviu para aproveitar o sol e andar…

Em Serra Negra, almoçamos na lanchonete Famiglia Gianotti, em uma pracinha simpática. Panquecas ótimas e baratinhas (R$ 7). A conta toda deu R$ 31, uma pechincha. Fica a dica!

À noite, depois de tirarmos um cochilo cheio de espirros no raio da pousada, fomos jantar com a família da noiva, os tios dela, meu par e os pais dele no Play Off, complexo de quadras para alugar com pizzaria do meu tio. O noivo é o responsável pelo preparo das pizzas, inclusive da massa. Treinado no Bruno, em São Paulo, meu afilhado faz a iguaria divinamente. Se estiver em Bragança, não perca!

Foi bom também para conversar com a dona noiva e saber como ela estava um dia antes do grande dia. Que é amanhã!

Add comment 23 23UTC Maio 23UTC 2008

Bragança, dia 1

Depois de ir fazer a unha de madrugada (acordei 7h30 da manhã para isso!), fui fazer as malas e rumamos para Bragança, onde sábado acontecerá o tão falado casamento de minha prima, em que serei madrinha da noiva.

Chegamos por volta de meio-dia e meia à pousada e – surpresa desagradável 1 – o chalé que reservamos como tendo dois dormitórios só tinha um de fato. O outro eram três beliches na sala. Obviamente, fui à administração putíssima, reclamar que se aquilo eram dois quartos, eu era a Rainha da Inglaterra. Eis que o menino que cuida do lugar me dá a segunda surpresa desagradável: além de não termos dois quartos, ainda teremos que dividir o chalé com a família de uma prima que mora em Curitiba no sábado. Sim, seremos oito pessoas para dividir um banheiro! E quem resolveu isso, sem comunicar a ninguém, foi a mãe da noiva! Legal, né? ¬¬

Almoçamos no restaurante em que será a festa do casório e, à noite, comemos na lanchonete do pai do noivo.

Meu par no altar também já chegou e teve as mesmas surpresas desagradáveis. Só não foi embora para não deixar a amiga na mão…

Fora o incoveniente de terem mentido ao dizer que existiam chalés de dois quarto e de termos que dividir nosso chalé com outra família a nossa revelia, a tal Fazenda do Sol é uma lástima também em atendimento. Os colchões são horrorosos, não havia lençol na maioria das camas, toalhas nem em sonho e nada de frigobar. Não recomendo de jeito nenhum!

Add comment 22 22UTC Maio 22UTC 2008

Rotina

Véspera de feriado, pauta longa de manhã e lanchinho esperto com amigos de mercado no almoço. Nada de muito diferente para contar, só rotina.

Rotina de acordar cedo e trabalhar muito. De ir para outra cidade e nem notar a estrada.

De sentar sempre no mesmo lugar e escrever sobre praticamente a mesma coisa todos os dias.

De conversar com as mesmas pessoas e procurar por novidades em seus discursos.

De ir embora em longos papos com a colega e pegar trânsito embaixo da quarta ponte.

De chegar, jantar, tomar banho e dormir antes das 21h.

Rotina que termina na outra rotina, do final de semana. Mas que não desembocará neste, porque está chegando a hora.

Add comment 21 21UTC Maio 21UTC 2008

Tô confusa!

(Este texto pode conter spoilers, portanto, se você não quer saber nada sobre Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, mude de página ou não leia este texto!)

Era muito pequena quando Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida foi lançado no Brasil. Aliás, era bebê, nem tenho como lembrar. Mas lembro perfeitamente de assistir ao filme na televisão e vibrar muito com as aventuras do professor, arqueólogo e aventureiro de plantão Henry Jones Júnior, nome completo do herói, revelado em Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) pelo pai do personagem, interpretado por Sean Connery.

Assim como para todos nós, 19 anos se passaram na vida de Indiana no novo filme. A ação se passa no pós-Segunda Guerra Mundial e os vilões, como não poderia deixar de ser, são os soviéticos e seu sócio-comunismo vermelho. Fosse só isso, o longa seria até divertido, afinal, parece que até hoje nossos amigos ianques (contém quilos de ironia) acham que comunistas comem criancinhas. Porém, o filme parte para um lado Roswell / Arquivo X / A.I. – Inteligência Artificial que não convence.

Os inimigos começam nos Estados Unidos, para roubar a múmia de um extraterreste, guardado em um certo armazém 51 no deserto de Nevada e que o herói já havia visto antes, quando ajudou a dissecar parte do corpo. Depois, todos vão para o Peru e, de lá, para a Amazônia brasileira. Sim, onde mais macacos, formigas gigantes comedoras de humanos e índios perigosos poderiam aparecer juntos? Também é só na visão de Steven Spielberg e George Lucas que o rio Amazonas tem cachoeiras que mais parecem as cataratas do Niágara. Helloooo, como diria minha prima Bianca! O rio até tem pequenas quedas d’água, mas cataratas? Planície Amazônica estranha essa deles. E as pirâmides maias no meio das nossas matas??????????!!!!!!!!!!!!

Ah, sim, fora a maravilha do herói nunca tomar tiro, não ficar de olho roxo mesmo depois de surras homéricas, escapar de explosão nuclear sem quebrar nenhum osso ou ter nenhuma queimadura e – hein?! – o amigo deixar dispositivos eletrônicas na trilha deles depois de sair de um mergulho profundo nas águas das já citadas cataratas.

Ok, Indiana continua o mesmo maluco de sempre e parte da graça do filme está em alguns dos fatos citados. Shia LaBeouf está bem, Cate Clanchett está engraçada como vilã, mas é só isso. Expectativa demais, roteiro exdrúxulo e resultado final de menos.

Add comment 20 20UTC Maio 20UTC 2008

Peace in pieces

Depois de uma sexta-feira wannabe Jyraya, a segunda foi de muito trabalho, mas de muita calma também. Finalmente consegui terminar as matérias de junho e, oficialmente, já estou em julho.

A real é que resolvi voltar à tese do nada me estressa. E funciona!

Ok, meus chefes estão tranqüilos e isso ajuda. Quer dizer, tranqüilos comigo. E nem é para menos, o mês acabou e foi sem problemas…

E chega de escrever. Canseira.

Add comment 19 19UTC Maio 19UTC 2008

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