Archive for Abril 29th, 2008
Saco na lua
Não sei quanto a vocês, mas reuniões inúteis me estressam muito. Principalmente quando antes mesmo de acontecerem, já sei que serão assim.
Eu gosto do que faço, juro. Mas toda vez que tem reunião aqui, prevejo uma dor de cabeça desnecessária para mais tarde. Só quem vai falar são os diretores, vamos servir de platéia. Seria mais inteligente que eles se reunissem e depois informassem ao resto o que aconteceu, não? Depois ninguém entende por que nosso patrão acha que temos tempo sobrando…
Para piorar, dois assuntos espinhosos estavam na pauta de hoje. Dois assuntos que, sinceramente, me deixam mordida.
Quando entrei aqui, tinha basicamente que escrever para a publicação principal e ajudar nas outras caso fosse necessário. Agora, tenho responsabilidades para todos os lados. Tudo estaria bem, não fosse o fato de que não vejo um centavo a mais no final do mês. Nem horas extras, nem prêmio, que foi prometido quando comecei. E tem gente que ainda quer me cobrar coisas como “dirigir”. Ok, eu dirigirei, se me pagarem a mais por tudo o que faço de além. Serve? Por que eu tenho que cumprir tudo o que prometo se não há contrapartida?
Por mais que adore as pessoas com quem trabalho e que entenda o posicionamento de advogado do diabo às vezes, lamento, mas se tem uma coisa que não vou fazer é pegar trabalho a mais, principalmente porque sei que seria me estressar mais pela mesma coisa no final do mês. Já fiz isso antes pelo menos três vezes. Agora chega. E se não estiver bom, pode me mostrar onde assino.
Add comment 29 29UTC Abril 29UTC 2008
Só para variar…
Uma das coisas que mais mexeram comigo neste final de semana que passou foi uma declaração da N. a meu respeito. Conversávamos sobre um amigo dela, que só vejo em aniversário dela. Sempre rola uma piada de que a gente não fica junto sabe Deus por que. Fomos ao banheiro e ela me perguntou se ia acontecer. Respondi que não acontecia porque ele não tomava uma atitude e eu também não estava disposta a ir atrás (coisa que não faço mesmo, pode me chamar de machista).
Ela: – Ele até quer ficar com você, eu acho, mas não tem coragem. Você é mulher demais para ele, B., ele fica assustado.
Analisemos, então. Primeiro, o que significa ser mulher demais? Dúzias de interpretações me ocorrem. Sou alta demais? Ele é mais alto que eu, não confere. Sou bonita demais? Fala sério, quem dera fosse esse o problema! Sou independente demais? Pode ser que seja, sim, mas se assustar com isso? Realmente, não vai dar certo.
Tenho consciência de que muita gente olha para mim e pensa que não preciso de mais ninguém, que me basto sozinha. A questão é que é óbvio que isso não é verdade. Ninguém é uma ilha de auto-suficiência, nem os bastardos arrogantes como eu. (Risos). Tem dias em que quero carinho, em que minha carência bate recordes e em que baixo a guarda. Claro que não para qualquer um, mas acho que depois de nove anos, passou da hora da pessoa perceber, né? Ou não. Talvez realmente não seja o caso.
O que me deixa passada é perceber que tenho uma imagem tão complicada até para quem me conhece como a N., que sabe minhas virtudes e defeitos de trás para frente. Então eu sou uma mulher moderna (sim, já ouvi isso), independente e que não precisa de afeto porque tem o que precisa em excesso? Duvido que exista no mundo alguém que realmente seja assim. Máscara feminista idiota, que não me satisfaz nem um pouquinho.
Eu trabalho, ganho meu dinheirinho, estudo, mas sou humana, exatamente como todo mundo. Tenho meus dias ótimos e meus bad hair days. Então, por favor, dá para parar de generalizar com o que sou e me enxergar como mulher de vez em quando?
Add comment 29 29UTC Abril 29UTC 2008