Reflexões de uma carona
27 27UTC Fevereiro 27UTC 2008
Rô
Tags: compreensão, frases, intuição, reflexão
“Pequenos amores não enchem coração”.
“Os olhos devem enxergar muito mais do que aquilo que vêem”.
Ouvi essas duas frases ontem, da mesma pessoa. E acabei por ficar pensativa, mais do que seria normal a uma loira…
Não sei se acredito em “pequenos amores”. Vejo paixões fugazes, um gostar pouco maior que a amizade, paixonites juvenis e veranis. Tudo isso nada tem com o amor, sentimento em fogo brando, que pode durar muito mais que uma vida e que não creio ter fim. Pode mudar, pode se tornar um amor mais fraternal, mas jamais se extingüir. Tenho certeza de ter amado duas vezes na vida, tremenda sorte. Neste momento, não tenho certeza do que sinto, estou apaixonada, sem dúvida. Só não sei se sou correspondida e nem acho que saberei. Eterno platonicismo.
À segunda frase, eu responderia agora com o ditado judeu que diz que “a boca fala do que está cheio o coração”. E esse mesmo coração nos faz sentir o que existe por trás do que vemos. Intuição, aquele saber ler o outro que também conversamos ontem e que ele faz tão bem comigo. Infelizmente, não consigo fazer o mesmo com ele. Ouço “x”, vejo “y” e me perco inteira. Perigoso isso, porque dá a ele o poder de me fazer pensar como bem queira, com improváveis chances de que eu escape. Improvável, não impossível. E quem disse que quero escapar?
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