Favourite place
9 09UTC Fevereiro 09UTC 2008
Rô
Tags: debret, ledo ivo, museu, pinacoteca, são paulo, tarsila do amaral
Era para eu ter trabalhado durante todo o dia, mas resolvi que não ganho tão bem que mereça dar meu final de semana todinho só para fechar antes.
Depois de ir à cabeleireira (ai, que delícia!), fui almoçar com minha família e rumamos para a Pinacoteca do Estado, aqui em São Paulo. Para quem não conhece, vale muito a pena. Há quatro exposições por lá no momento, fora o acervo fixo do segundo andar: Tarsila do Amaral, Boris Kossoy, Fundação Estudar e Ledo Ivo.
A primeira é uma de minhas grandes paixões. Tarsila foi uma das molas propulsoras do modernismo brasileiro. Foi muito emocionante ver A Negra, Abaporu e Antropofagia juntos. Só hoje percebi – meu Deus, como sou pomba-lesa – que o último é a união dos dois primeiros. A alegria das cores da artista nos anos 20 dá uma tremenda vontade de criar uma coleção inteira de moda com inspiração nela, na fã de Poiret. O final da vida é triste, porém, a arte a fez imortal. Vale ler os painéis com a biografia da grande dama da arte brasileira.

Não entrei na sala de Boris Kossoy. Estava cansada e, por conta de minha eterna escoliose, com dor nas costas. Sei que ele é uma sumidade em fotografia no Brasil e que é membro da USP. As fotos dos banners no exterior da sala são bonitas, mas nada que me animasse.
A Fundação Estudar foi uma grata surpresa. Narrativas e Versões era o nome da exposição de obras que foram doadas à Pinacoteca pela Fundação. Um mar de Debret e artistas que retrataram o país, principalmente nos três séculos depois do descobrimento. Como cidadã, me senti agraciada e agradecida.
Por fim, Ledo Ivo toma conta dos salões que ligam as salas de exposição climatizadas com obras muito coloridas, que dão vontade de viver e sorrir. Vontade enorme de pegar o maior e mais coloridos dos quadros e colocar na parede do meu quarto.

Amo a Pinacoteca, é meu museu preferido em São Paulo. Nunca me esquecerei de ter visto Rodin pela primeira vez lá, depois de nove horas de fila. Nunca me esquecerei de ter ido passear por lá e pelo Parque da Luz com o querido Henrique, quando voltávamos de nossas aventuras no mundo exterior pela primeira vez. Naquele café, passei horas de uma conversa que mudou muita coisa em mim.
Recomendo.

Entry Filed under: Arte, Diário, Em algum lugar do passado...
2 Comments Add your own
Leave a Comment
Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Trackback this post | Subscribe to comments via RSS Feed
1.
Nando | 11 11UTC Fevereiro 11UTC 2008 at 13:57
Quando estiver por ali, faz favor de avisar pra gente tomar um café, da minha janela eu vejo a estação da luz,o parque é o quintal lá de casa.
bjs
2.
Lúúh | 10 10UTC Fevereiro 10UTC 2009 at 18:18
UUI, OLHAA OO NAAMDO LÁ EEM CIMA TEE DAANDO MOOLEE!!! RSRSRSRS
MAS VAMOS AO QUE INTERESSA: MUITO BEEM! O MUNDO PRECISA DEE MAAIS PESSOAS ASSIM!
ABRAÇOS E BEEIJOS oxoxox
LUCIANAA BERNARDEES!!!! =*********